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UM OLHAR SOBRE A CIDADE 2: Sem alternativa, famílias utilizam MT-175 para chegar às casas do programa Minha Casa, Minha Vida

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FONTE

Uma angústia que parecia ter chegado ao fim parece perdurar para quem recebeu uma casa do programa Minha Casa Minha Vida, no loteamento Maria Clemente, em Araputanga.

Aproximando dos trezentos dias da entrega, a edição número dois de “Um Olhar Sobre a Cidade” da Folha de Araputanga, ouviu o apelo de moradores que, por telefone, sempre reclamam das condições da “Vila”.

Segundo os itens 2.2 e 2.2.1 da Portaria 465 de outubro de 2011 do Ministério das Cidades, os empreendimentos do programa deverão ser dotados de infraestrutura urbana básica: vias de acesso e de circulação pavimentadas, drenagem pluvial, calçadas, guias e sarjetas, rede de energia elétrica e iluminação pública, rede para abastecimento de água potável, soluções para o esgotamento sanitário e coleta de lixo.  Essas condições deveriam estar operantes até a data de entrega do empreendimento.

Para constatar os problemas basta passar nas ruas sem asfalto, faltam calçadas em frente às casas e, em muitas das residências não aparecem instalados o padrão de energia elétrica.  

ACIDENTE ANUNCIADO

Para se chegar ao loteamento, os moradores, muitos deles a pé e de bicicleta, são obrigados a percorrer o primeiro quilômetro da MT-175.  Constantemente a reportagem percebe famílias e grupos transitando sobre o asfalto da rodovia em trechos sem acostamento.

Na manhã de hoje (23), próximo das sete horas, uma menor acompanhada de duas mulheres com bicicleta percorria a rodovia se “esquivando” de veículos e carretas em direção à cidade. Os pequenos trechos de acostamento existentes foram feitos por iniciativa do então vereador Ilídio da Silva Neto, há quase quatro anos.

QUEBRA-MOLAS?

O Poder Legislativo tem que dar a devida atenção a este e tantos outros problemas da cidade, visto que, para minimizar o perigo, além de outras iniciativas, basta uma indicação ao Executivo para construção de lombadas (quebra-molas), que reduzam a velocidade dos veículos no trecho urbanizado, até a entrada da estrada da Mineração.

Se não houver iniciativa imediata da Gestão Pública provendo alternativa para os moradores do loteamento Maria Clemente chegar à cidade e voltar às suas casas, por outra via que não seja a MT-175, acidentes com perda de vida humana é apenas uma questão de tempo. Talvez o município seja obrigado a construir rua paralela à rodovia para se chegar ao loteamento.

VELHOS PROBLEMAS

Em Junho/14 reportagem da Folha informava que famílias receberiam os imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida, com iluminação precária e mato tomando conta de tudo; sete meses depois, não parece que as condições estejam diferentes e, se houve alguém que ficou feliz ao receber a moradia, algumas pessoas já lamentam as dificuldades visíveis, sem medidas que vislumbrem melhoria na qualidade de vida.

CEMITÉRIO

Os beneficiados do Minha Casa Minha vida, terão em breve, o novo cemitério municipal, por vizinho. Será o terceiro cemitério da cidade de cinquenta anos. A construção deve resolver uma preocupação da população, que está boquiaberta (espantada), com a falta de espaços para sepultamento no campo-santo atual.